O Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, sustenta que a construção civil, historicamente associada a um modelo linear de produção e descarte, encontra na economia circular um caminho concreto para reduzir custos, diminuir o impacto ambiental e gerar valor a partir daquilo que antes era considerado simples resíduo. O setor figura entre os maiores geradores de resíduos sólidos do país, e a forma como esses materiais são tratados deixou de ser uma questão meramente ambiental para se tornar um fator de competitividade e responsabilidade empresarial. Compreender os princípios da circularidade aplicados à indústria de artefatos de cimento é o ponto de partida dessa transformação.
A economia circular propõe a substituição do modelo tradicional de extrair, produzir e descartar por um ciclo no qual os materiais permanecem em uso pelo maior tempo possível. Na indústria de artefatos de cimento, isso se traduz na reincorporação de resíduos da própria produção ao processo fabril, no aproveitamento de resíduos de construção e demolição como agregados e no desenvolvimento de produtos projetados para uma vida útil prolongada e para a eventual reciclagem ao final de seu ciclo. Essa lógica reduz a demanda por matéria-prima virgem e o volume de material destinado a aterros.
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O reaproveitamento de resíduos na produção de artefatos
O reaproveitamento de resíduos na fabricação de blocos, pisos e demais artefatos de cimento é uma das aplicações mais consolidadas dos princípios da economia circular no setor. Conforme detalha o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, peças que apresentam não conformidades dimensionais ou que quebram durante o manuseio podem ser britadas e reincorporadas ao processo como agregado reciclado, reduzindo o consumo de agregados naturais e o descarte de material. Esse aproveitamento interno, além do benefício ambiental, gera economia direta de insumos e contribui para a viabilidade econômica da prática.

Os resíduos de construção e demolição provenientes de obras externas também podem ser beneficiados e utilizados como agregados reciclados na produção de determinados tipos de artefatos, desde que devidamente processados e caracterizados. Essa possibilidade abre espaço para a articulação entre fabricantes de artefatos e empresas geradoras de resíduos de obra, criando cadeias de reaproveitamento que beneficiam ambas as partes e reduzem a pressão sobre os aterros e sobre a extração de recursos naturais.
Durabilidade e projeto para o ciclo de vida
A circularidade na construção não se limita à reciclagem de resíduos, abrangendo também a concepção de produtos e sistemas com maior durabilidade e potencial de reaproveitamento. Sob a perspectiva do Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, artefatos de cimento de alta qualidade, com vida útil prolongada e baixa necessidade de manutenção, contribuem para a circularidade ao reduzir a frequência de substituição e o consumo de recursos ao longo do tempo. Um produto durável é, em essência, um produto que poupa recursos futuros.
Os sistemas intertravados de pavimentação ilustram bem esse princípio, pois permitem que as peças sejam removidas, reorganizadas e reutilizadas em outras aplicações sem perda significativa de desempenho. Diferentemente de pavimentos contínuos, que precisam ser demolidos e descartados quando há necessidade de intervenção, o piso intertravado pode ter suas peças recuperadas e reaplicadas, prolongando a vida útil dos materiais e reduzindo a geração de resíduos.
Benefícios econômicos e o futuro da circularidade
A adoção dos princípios da economia circular gera benefícios que vão além da dimensão ambiental, alcançando resultados econômicos concretos. O Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, indica que a redução do consumo de matéria-prima virgem, a diminuição dos custos de descarte de resíduos e a valorização da imagem da empresa perante clientes cada vez mais atentos a critérios de sustentabilidade representam vantagens competitivas tangíveis para os fabricantes que incorporam essas práticas em suas operações. A circularidade deixou de ser um custo para se tornar uma fonte de valor.
Diante desse cenário, fica evidente que a transição para um modelo circular na indústria de artefatos de cimento é, simultaneamente, uma necessidade ambiental e uma oportunidade de negócio. As empresas que liderarem essa transição estarão melhor posicionadas para o futuro do setor. Para conhecer as práticas adotadas pela Blocos e Lajes Itaim, acesse www.blocoselajesitaim.com.br.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
