Como menciona Gustavo Morceli, CEO PETE, a educação climática com dados fortalece a aprendizagem porque transforma curiosidade em evidência e debate em conhecimento verificável. Se a sua escola quer tratar mudanças climáticas com seriedade científica, formar estudantes capazes de interpretar informações e construir soluções contextualizadas, vale seguir até o fim e entender como essa abordagem muda a sala de aula.
Quais medições fazem sentido no dia a dia escolar?
Educação climática com dados não depende de complexidade para ser útil. O essencial é que as variáveis estejam ligadas a perguntas relevantes. Temperatura e umidade ajudam a discutir conforto térmico e saúde. Índice de calor conecta sensação térmica, hidratação e segurança. Pluviosidade e vento favorecem conversas sobre ciclos, previsão, microescala e variabilidade.
Projetos em escolas brasileiras já exploraram essa lógica com kits de monitoramento, como o Hexa Smart Clima, citado em iniciativas educacionais que levaram o acompanhamento ambiental para atividades de investigação. Em outra experiência, uma mini estação meteorológica foi usada para fortalecer matemática ao permitir leitura e comparação de medições, inclusive com visualização do índice de calor.
Como elucida Gustavo Morceli, Fundador Hexa Smart, o avanço de soluções que tornam o dado ambiental acessível para a escola, sem perder o rigor básico do que precisa ser medido, registrado e interpretado. O ponto decisivo é que a medição responda ao projeto pedagógico, e não o contrário.
Como séries de dados viram aprendizagem interdisciplinar?
Educação climática com dados ganha força quando a escola trata informação como linguagem. Em Matemática, os registros abrem espaço para média, amplitude, tendência, comparação entre períodos e leitura crítica de gráficos. Em Ciências, os números ajudam a discutir transferência de calor, evaporação, umidade relativa e efeitos da insolação. Em Geografia, entra uso do solo, arborização, impermeabilização e ilhas de calor em escala local.
Do ponto de vista da competência leitora, a interpretação de dados também exige argumentação:
- O que o gráfico indica?
- O que pode explicar a mudança?
- O que ainda não está claro?
Essa postura é valiosa porque treina o estudante a diferenciar impressão de evidência, além de reduzir o espaço para conclusões apressadas. Como reforça Gustavo Morceli, o dado só gera impacto quando se transforma em compreensão: A escola não precisa de “muitos números”, mas de boas perguntas, consistência de registro e contexto para interpretar o que aparece.

Escola como ambiente de proteção em ondas de calor
Educação climática com dados também é uma estratégia de cuidado. Ondas de calor não são apenas um tema teórico: elas afetam saúde, bem-estar e capacidade de concentração. Conforme orientações de saúde pública, é importante reconhecer que calor extremo pode trazer riscos e agravar problemas físicos e psicológicos, sobretudo com exposição prolongada.
Quando a escola mede e acompanha condições, ela entende com mais clareza quando o ambiente está hostil e quais espaços ficam mais críticos ao longo do dia. Dessa forma, o debate sobre clima deixa de ser abstrato e passa a orientar decisões informadas sobre uso de pátios, ventilação, sombra e organização de atividades em períodos mais quentes.
Há um ponto social incontornável: crianças e adolescentes são um dos grupos mais impactados por riscos climáticos e ambientais, com exposição expressiva a múltiplas ameaças. Para Gustavo Morceli, aproximar tecnologia, educação e prevenção, reforçando que aprender clima é, muitas vezes, aprender a se proteger com base em evidências.
Fundamentos e precisão
Portanto, como resume Gustavo Morceli, Fundador Hexa Smart, a educação climática com dados transforma escolas em laboratórios ambientais porque coloca a ciência em funcionamento dentro do cotidiano, com observação, registro e interpretação do mundo real. Quando a escola adota esse olhar, ela forma estudantes mais preparados para lidar com informação, reconhecer riscos, construir argumentos e participar de decisões com base em evidências.
Autor: Rodion Zaitsev

