22.5 C
Taboão da Serra
terça-feira, novembro 30, 2021
spot_img
InícioTaboão da SerraOito cidades da Grande SP adiam aplicação da dose de reforço contra...

Oito cidades da Grande SP adiam aplicação da dose de reforço contra a Covid-19 após impasse sobre marca da vacina


Motivo é a divergência entre os governos federal e estadual sobre qual imunizante deve ser aplicado como terceira dose da vacina, informou a Prefeitura de Taboão da Serra. Medida segue orientação do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Movimentação de idosos em UBS
FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO
Oito cidades da Grande São Paulo adiaram nesta quarta-feira (8) a aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19, informou a Prefeitura de Taboão da Serra.
De acordo com José Alberto Tarifa, secretário de Saúde do município, o motivo é o impasse entre governos federal e estadual sobre qual imunizante deve ser aplicado no reforço e a suspensão temporária é uma orientação do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
Prefeitura de SP diz que só vai priorizar uso da Pfizer para dose de reforço
São Bernardo vai adotar vacinas Pfizer e AstraZeneca para reforço em idosos
A decisão de Taboão foi tomada conjuntamente entre as gestões das cidades da região de mananciais: Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu, Embu das Artes, Cotia, Vargem Grande Paulista, Juquitiba e São Lourenço da Serra.
Em Taboão da Serra, a aplicação da dose de reforço estava programada para esta quarta, começando pelos idosos com mais de 90 anos. Tarifa informou que uma nova data para o início da imunização com a terceira dose será anunciada em breve.
A vacinação dos demais públicos – adolescentes com mais de 12 anos e segunda dose dos profissionais de educação de 18 a 44 anos – está mantida.
Plano estadual x plano nacional
O governo de São Paulo iniciou a vacinação para dose de reforço contra Covid-19 na segunda-feira (6). Em princípio devem receber a dose adicional todos os idosos com mais de 60 anos e imunossuprimidos acima de 18 anos, um público estimado em 7,2 milhões de pessoas.
Já o Ministério da Saúde recomendou a dose de reforço para pessoas com mais de 70 anos e imunossuprimidos.
Além disso, o governo federal determinou que a imunização deverá ser feita, preferencialmente, com uma dose da Pfizer, enquanto o governo do estado não estipulou o fabricante da dose a ser utilizada no reforço e indicou que deve ser a que tiver disponível.
Estudos ainda não avaliaram todas as combinações possíveis entre diferentes marcas de imunizantes. Cientistas que estudam a pandemia criticaram a opção do governo estadual e destacaram estudos que mostram maior proteção para idosos com uma dose de reforço da Pfizer, como estipulado pelo governo federal.
No Brasil, há pelo menos quatro estudos em andamento que avaliam a possibilidade de uma dose de reforço para as vacinas contra Covid-19 usadas em território nacional. Esses estudos avaliam as seguintes possibilidades:
Duas doses de Pfizer, seguidas de outra dose de Pfizer;
Duas doses de AstraZeneca (AZD1222), seguidas de uma outra dose de uma nova versão da AstraZeneca (AZD2816);
Duas doses de AstraZeneca (AZD1222), seguidas de uma outra dose da mesma versão da AstraZeneca (AZD1222);
Duas doses de CoronaVac, seguidas de um dos quatro imunizantes a seguir: Pfizer, AstraZeneca, Janssen e CoronaVac.

- Advertisment -spot_img

Mais notícias