As novas contaminações por coronavírus não param de crescer no continente europeu. França e Espanha registraram na quarta-feira (5) picos de casos do Covid-19 que servem de alerta para o resto do continente. As autoridades de Paris confirmaram que o país teve 1.695 casos nas últimas 24 horas — maior índice dos últimos dois meses. A cidade de Toulouse implementou novas regras de distanciamento social exigindo o uso de máscaras nas ruas mais movimentadas.

O mesmo está acontecendo na Espanha onde 1.772 novas contaminações foram confirmadas na quarta — maior índice desde a reabertura do país. Suíça e Bélgica seguiram o Reino Unido e também decretaram restrições para quem viajar ao território espanhol neste verão. A esperança de alguma recuperação para o setor do turismo no país ibérico está cada vez menor. Até mesmo a Grécia — um dos países europeus menos atingidos pelo coronavírus — continua registrando crescimento dos casos. Foram 124 contaminações em 24 horas, segundo os dados de ontem, o que levou o governo local a anunciar medidas mais restritas de distanciamento.

Está claro que o continente ainda não saiu da pandemia e que o fim da quarentena tem impulsionado os novos casos. No Reino Unido, apenas um terço dos trabalhadores já retornou aos escritórios do país — a maioria segue em casa. Na França e na Espanha essa estatística é o inverso — mais de 70% das pessoas já retomaram o trabalho presencial.

Impacto da pandemia na economia

Também nesta quarta-feira (5) o Banco Central da Inglaterra reviu sua previsão para o impacto da pandemia na economia britânica. Será menos severo, mas a recuperação deve ser mais lenta que o esperado inicialmente. A projeção de queda no PIB em 2020 agora está em menos 9,5% — a maior contração dos últimos 100 anos. Ainda assim, está menos pior que os 14% de queda previstos durante a quarentena.

O Banco da Inglaterra espera que a economia do Reino Unido cresça 9% em 2021 e 3,5% em 2022 — com o PIB voltando ao seu tamanho pré-Covid no final do ano que vem. Agora, é evidente que essas projeções podem mudar de novo se uma nova onda de casos force mais restrições na economia, o que é possível considerando os casos recentes que estão ocorrendo no outro lado do Canal da Mancha.