SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A avalanche de pesquisas científicas e discussões especializadas sobre a Covid-19 nas redes sociais fortalece um ambiente de informações abertas, mas também desafia jornalistas. Seguir todos os cientistas que se manifestam no espaço digital e acompanhar os novos conteúdos podem parecer tarefas infinitas. Uma nova plataforma, idealizada por jornalistas brasileiros, busca facilitá-las.

O Science Pulse (Pulso da Ciência, em português) é uma ferramenta desenvolvida pela agência de dados Volta Data Lab e patrocinada pela bolsa Knight do International Center for Journalists. De uso gratuito, ela permite que os usuários observem quais temas estão sendo abordados pelos cientistas no Twitter, busquem os perfis que estão falando sobre palavras-chaves e vejam a popularidade dos assuntos comentados.

A plataforma conta com uma curadoria de mais de 1.000 cientistas, além de organizações, projetos e universidades especializados na produção científica. Os usuários também podem sugerir nomes por meio do formulário.

A ideia, explicam os organizadores, é facilitar o acesso de jornalistas aos assuntos divulgados por profissionais e instituições científicas. Ao navegar, é possível, por exemplo, tomar conhecimento de novos trabalhos acadêmicos que estão sendo comentados ou buscar por possíveis fontes para reportagens.

Os perfis compilados são selecionados após análise da biografia do cientista ou do projeto para certificar que são verídicos, mas, por ora, o Science Pulse não verifica as informações tuitadas. Em uma segunda fase, em parceira com a agência de jornalismo científico Bori, o objetivo é qualificar os perfis, com uma espécie de “certificado”, mostrando que os tuítes ali publicados têm como base evidências científicas.