Nesta quarta-feira (15), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, rebateu todas as suspeitas e acusações que vem sendo levantadas contra ele sobre possíveis fraudes nas compras para a saúde durante a pandemia da Covid-19. Witzel afirmou que “não é ladrão, nem corrupto” e que sequer acredita na possibilidade de Edmar Santos,ex-secretário estadual de Saúde do Rio, de formalizar um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O Edmar estaria negociando um acordo com a Procuradoria, autora de pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça em favor do ex-secretário de saúde do Estado do Rio de Janeiro. O pedido foi negado pela vice-presidente da Corte, Maria Thereza de Assis Moura.

“Ninguém deu uma nota oficial que o secretário está fazendo delação e se fizer delação vai mentir. Não acredito que esteja fazendo porque eu nunca estive relacionado com qualquer ato ilícito na minha vida. Nunca fui investigado por corrupção, saí do meu cargo [juiz federal] para vir para cá e ser governador e combater a corrupção. Se o juiz federal no cargo de governador está incomodando a máfia, eu mando um aviso: não vou renunciar, não saio do meu cargo e corrupto comigo não vai ter vida fácil.”

Enquanto isso, a  primeira-dama do Estado do Rio de Janeiro, Helena Witzel, permanece em silêncio e não se pronuncia sobre suspeitas envolvendo o escritório de advocacia dela. Desde o ano passado, o escritório foi contratado, com pagamentos mensais na ordem de R$ 15 mil reais, por uma empresa suspeita de envolvimento nas irregularidades em torno da secretaria estadual de saúde fluminense.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga