O apresentador Sikêra Jr. disse, em entrevista ao Pânico nesta quarta-feira (15), que teve uma péssima experiência com a Covid-19. “No 14º dia, eu pedi para morrer. É desgraçado, é muito ruim, falta ar para tudo”, desabafou. O jornalista contraiu a doença em maio e conseguiu se recuperar sem maiores sequelas. Ele foi muito criticado por minimizar os efeitos da Covid-19. “Nunca neguei que era do grupo de risco, mas dizia para as pessoas ficarem em casa se pudessem”, disse Sikêra. “Eu peguei, sabia que era do grupo de risco, mas não deixei de trabalhar”, continuou.

Depois de se recuperar da doença, Sikêra Jr. agora colhe os frutos do melhor momento da carreira. Ele comanda o programa “Alerta Nacional”, na RedeTV!, e pela primeira vez está em rede nacional. O apresentador, que já assinou um contrato para ficar por mais sete anos na emissora, disse que o principal motivo para aceitar o novo desafio foi o fato de não precisar se mudar para São Paulo para apresentar o jornal. “Não tenho o mínimo interesse de morar em São Paulo”, disse. Por isso, ele recusou propostas da Record e da Band, e só aceitou a da RedeTV! quando garantiram que o programa seria transmitido de Manaus, no Amazonas. “Eu não acreditava, dizia que não daria certo, mas os caras são muito bons”, confessou.

Focado no jornalismo policial, o programa de Sikêra Jr. tem dado bons resultados de audiência e incomoda os concorrentes. O apresentador também chama atenção por outro motivo: o apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Apesar de ser fã declarado do capitão reformado, ele disse que não gosta de “bajular político”. “Eu não gosto de bajular político, mas torço demais para o governo Bolsonaro dar certo, gosto dele”, explicou. O jornalista criticou os opositores a Bolsonaro, dizendo que eles querem fazer um “terceiro turno” das eleições de 2018. “Torço para que o Brasil dê certo. Parece que está acontecendo o terceiro turno, esses caras não param. Eles não aceitaram a perda e isso atrapalha todo o processo”, reclamou.

Mesmo assim, o jornalista defende o direito das pessoas de tecer críticas. “A crítica tem que existir”, afirmou. “O brasileiro tem opinião para tudo, graças a Deus, isso é democracia”, comemorou o apresentador. Ele, no entanto, voltou a criticar os detratores de Bolsonaro. “Tem uma parte que não aceita que o Bolsonaro é o presidente eleito democraticamente”, disse, também reclamando do “mimimi” na internet. “Eu sou ditador, sou homofóbico, sou tudo, não estou nem aí”, afirmou. “Querem ficar cuidando da minha vida”, reclamou o apresentador, citando o jornalista Leo Dias. “Ele é doido para me pegar.”